

Cubatão, 1 de julho de 2008- uma terça- feira fria de inverno.
Caros irmãos recantistas, eu venho por esta carta endereçada á todos vocês e que espero que tenha boa qualidade literária, exprimir todo o meu apreço e admiração á um autor deste nosso maravilhoso Recanto das Letras, sim, um “recantista” como todos nós o somos pela graça de Deus. Através desta mesma carta quero homenageá-lo impulsionado por este mesmo apreço e admiração que vos citei nas linhas acima, tais sentimentos eu não só nutro pela sua pessoa que é formidável, mas, sobretudo pelo seu maravilhoso trabalho literário. Falo-vos de Cláudio Quirino, conhecido contista de textos do gênero de terror, suspense e de tramas policiais deste nosso RL!- faz pouquíssimos dias Quirino se aventurou á desbravar as terras inóspitas ainda para ele do versejar, e não é que o danado até que se saiu muito bem, apesar de ser a sua primeira vez em lidar com este estilo literário que é o poetar?
Mas deixe-me falar um pouco da personalidade incrível deste rapaz para ainda quem não visitou a sua fantástica escrivaninha e por conseqüência não conhece bem nem á ele e nem a sua portentosa obra literária. Quirino nasceu de um difícil parto, aonde chegou á ficar preso no ventre de sua mãe, mesmo com extrema dificuldade sua genitora conseguiu dar-lhe a luz. Mal sabia a boa senhora que neste caso de fato a expressão “dar a luz” teria um real significado para ela e para sua vida, pois nascia ali um “iluminado”, um autêntico anjo das letras. O menino crescia em sua infância sem o prazer da companhia e das brincadeiras com amigos, crianças como ele, no entanto sua zelosa mãe lhe cuidava e educava com um desvelo e amor maternal sem fim, seu pai também foi uma figura presente e importante em sua vida que se iniciava neste nosso mundo, como bem disse em seu poema autobiográfico:- “Na infância sem amigos brinquei; Numa varanda, aonde a rua olhei; Os estudos maternais, logo entrei; E todo o sempre meus pais amei”.
Este meu jovem irmão nas letras, desde a mais tenra idade conviveu com a arte dentro desta atmosfera familiar sadia criada por esses pais prestimosos e amorosos que Quirino sempre teve, seu genitor era musico, sendo assim o primeiro contato com uma espécie de cultura artística que Cláudio teve foi com a musica de seu bom e velho pai. Sua mãe neste seu mesmo poema reproduzido por mim nas linhas acima em um fragmento referente á sua infância, continuava desempenhando o importante papel de esposa dedicada, mãe sempre presente e atenta às necessidades do pequeno Quirino, vejamos o que diz o nosso mais recente poeta ainda em seu versejar autobiográfico:- “Minha mãe, uma mulher de glória; Que sempre buscou fazer a nossa história; Com ela aprendi o que é vitória; Sua meiguice nunca sairá da memória”.
No entanto a família Quirino não terminaria no nosso irmão recantista que naquela época como vos narrei era ainda um pequeno ramo a desabrochar na árvore da vida. Com o tempo nasceram suas duas irmãs, segundo Quirino, dóceis, sua descrição sobre a personalidade destas duas moças é a seguinte, voltemos ao poema em mais um fragmento seu só que referente á isso:- ... “A mais nova da loucura se atém ; A mais velha da simplicidade que tem”.- Bela maneira de descrever com amor suas irmãs tanto no sangue quanto no duro caminhar desta vida.
E foi em um lar formado por pais extremados no amor, e de irmãs que lhe tem um exarcebado carinho que Cláudio cresceu, os amigos que lhe faltaram na infância ele os teve com o passar do tempo na juventude pré-adolescente e adolescente, como no período da mocidade adulta.
Quando chegou o momento certo o nosso já crescido mais ainda jovem mancebo teve de mudar de cidade porque conseguira realizar seu grande sonho, fazer o curso superior de engelharia. O objetivo dele era claro, mudar sua vida econômica para melhor, dar uma guinada em cento e oitenta graus em sua existência de muita batalha dura e honesta. Mas apesar de conseguir concretizar seu dourado sonho de se tornar um engenheiro, sua grande paixão pela literatura ardia em seu coração e alma, e é deste Cláudio Quirino á qual sou fã que quero lhes descrever nesta parte da carta que chego. Eu o descobri como grande autor ficcionista por acaso, como sempre acontece com todos nós aqui neste site, quando danamos á zapear á procura de novidades não é mesmo?-
Eu estava tentando encontrar um bom conto não importando o gênero, fosse ele policial, de terror ou suspense!Então me deparei com a escrivaninha virtual deste que me era um total desconhecido chamado Cláudio Quirino.
Foi amor á primeira vista por sua literatura! Quando li a sua série de contos intitulada- “Os segredos de Cristo” - que até agora ele publicou em cinco partes prometendo continuá-la, percebi ali um talento nato e raro em nosso meio para não só criar um enredo de um texto ficcional interessante e enigmático, mas um autor capaz de narrar este mesmo enredo com a mesma eletricidade, punch, e dantesca carga dramática semelhante á dos melhores roteiristas de Hollywood. Mas alguém com certeza irá dizer ao visitar a escrivaninha de Quirino depois de ler esta minha carta o homenageando, só para conferir se o garoto é tudo isso mesmo, ou se eu exagerei em nome de nossa grande amizade nos elogios aos seus grandes predicados como escritor de ficção, sei até o que dirão:- Ah, mas ele não é original apesar de escrever bem, ao ler “Os segredos de Cristo”-, parecia que eu estava lendo “O código da Vinci”-, de Dan Brow.
Digo-lhes que concordo em numero, gênero e grau com quem chegar á dizer tais palavras, com quem chegar á esta conclusão. Mas em defesa de Quirino digo-vos que ele ainda é muito jovem, e acredito que ele não se preocupa por enquanto em ser original, noto que este jovem rapaz de apenas 21 anos está fazendo consigo mesmo um laboratório ao “reciclar”, seria o termo mais correto, suas principais influências, transformando-os nesses contos que lemos em sua página de autor. Mesmo não sendo original Quirino consegue ser um dos autores mais comentados de todo RL, suas páginas de comentários de seus textos se tornam em poucos minutos fórum de discussão e de observações de seus escritos. Porque vos pergunto com um grande ponto de interrogação pairando acima da minha cabeça, Quirino mexe com as pessoas, seus leitores, a tal ponto, que os fazem gastar um tempo precioso de suas vidas, aonde poderiam estar entretidas com qualquer outra coisa, ou lendo outros autores, levando-os á tecerem longos comentários acerca dos escritos de sua autoria que eles acabaram de ler?Muitos autores originais do RL não conseguem o mesmo efeito sobre seus fãs-leitores, alguns só faltam implorar para serem comentados, apesar de serem grandes campeões de leituras. Acho que a resposta está no notável talento deste rapaz, primeiro em escrever e criar estórias fantásticas que entretém hipnoticamente quem o lê, e em segundo lugar, com este mesmo talento, ele consegue reaproveitar, isto é reciclar com perfeição aquilo que com certeza o tem movido e influenciado desde a mais tenra idade. Bom, termino esta carta convicto que quando chegar a hora,quando ele se sentir pronto, quando seu laboratório terminar, Cláudio Quirino andará com seus próprios pés na estrada árdua, dura, mas completamente deliciosa e criativa da nossa literatura de todos os dias.
“Os fragmentos da poesia criada por Cláudio Quirino citados por mim nesta carta, e que muito me ajudaram na construção dos traços biográficos deste jovem autor recantista, intitula-se “Minha vida em poesia”! - e pode ser encontrada em sua escrivaninha virtual, vale a pena conferir lá não só a beleza deste seu texto poético autobiográfico, mas toda a sua ainda curta mais rica em criatividade obra literária. Eis o link de sua página de autor no RL”: http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=32312
A carta homenagem postada acima e intitulada- “Carta homenagem ao anjo dos contos sombrios”!-, é da autoria de Elton das Neves O Anjo das Letras.




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